Mandado construir pelo Rei D. João V em cumprimento de um voto para obter sucessão, o Real Convento de Mafra é o mais importante monumento do barroco português. Organizado simetricamente, tem como eixo central a Basílica, ladeada por fachadas palacianas e, na zona posterior, um convento para a Ordem de S. Francisco. Construído em pedra lioz da região de Pero Pinheiro e Sintra, o edifício ocupa uma área de cerca de 40000 m2, com cerca de 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Para esta Real Obra, encomendou o Monarca obras de escultura e pintura de grandes mestres italianos e portugueses e ainda dois carrilhões com seus relógios, que constituem o maior conjunto histórico do mundo. No reinado de D. José I, aqui foi criada uma importante Escola de Escultura. Mais tarde, D. João VI mandou dar início a uma importante campanha de pinturas decorativas no seu interior. Este monumento possui também uma das mais importantes bibliotecas portuguesas, verdadeira síntese do saber enciclopédico do século XVIII. O Palácio de Mafra foi frequentemente visitado pela Família Real que aqui vinha celebrar algumas festas religiosas ou caçar na Tapada.

