As Sombras do Tempo: Fundamentos

As Sombras do Tempo

Os fundamentos


Apesar de uma estaca espetada no chão bastar para observar a variação de comprimento da sombra e dar uma ideia do andar do tempo, quando os primeiros registos sistemáticos começaram a ser feitos ter-se-á imediatamente verificado que a sombra seguia trajectos diferentes ao longo do ano.



Mas se a estaca for colocada paralelamente ao eixo da Terra, o comprimento da sua sombra à mesma hora varia ao longo do ano, mas a sua direcção é a mesma.

Como tirar partido desta invariância para a construção de relógios de sol?



Imaginemos que a Terra é uma superfície esférica, cujo eixo de rotação passa pelo centro, e que se encontra parada enquanto o Sol se move de Este para Oeste.

À medida que o Sol efectua o seu movimento aparente, a sombra do eixo da Terra cai no plano equatorial e move-se 15° por hora (15° = 360°/24).

Se a partir da posição da sombra quando o Sol passa no meridiano do lugar (meio-dia) marcarmos ângulos múltiplos de 15°, obteremos no plano equatorial a marca das horas do dia.

Suponhamos um observador colocado num ponto O que está à latitude L. Se o observador colocar um disco α paralelamente ao plano do equador e o atravessar por um eixo perpendicular, as marcas das horas serão determinadas da mesma forma.



O instrumento constituído pelo disco graduado (mostrador ou quadrante) e pelo eixo (gnómon) é um relógio de Sol que se denomina equatorial.